eSIM: Entenda as mudanças que os novos chips trazem para o mercado

Componente é um passo para que os chips físicos deixem de ser usados no futuro
Conforme o tempo passa, os smartphones trazem novos recursos e tecnologias que se transformam em tendências, e uma das que mais chamam atenção é o eSIM, que foge um pouco do que costumamos lembrar quando o assunto é inovação.
A tecnologia, relacionada aos chips que são utilizados para comunicação com a operadora, ainda está em seu início, mas é inegável que pode contribuir para uma mudança significativa neste mercado.
Vamos entender melhor sobre seu funcionamento, quais aparelhos e dispositivos o utilizam, o que isso deve mudar no mercado e como (e se) a tecnologia opera no Brasil.

O que é eSIM?

É a sigla para embedded-SIM ou embedded Subscriber Identity Module. Em outras palavras, é um tipo de cartão SIM – os famosos chips de celular – programável, que funciona de maneira bem diferente do que estamos acostumados.
Ao lembrar das inovações pelas quais os celulares passaram nos últimos 10 anos, que não é um período tão distante assim, é possível notar que ela aconteceu de forma avassaladora, com a popularização de recursos hoje que anteriormente poderiam parecer um sonho.
As telas cresceram, os processadores ficaram mais rápidos, as baterias conseguiram armazenar uma maior quantidade de carga (a evolução não parece tão grande neste quesito, mas a demanda energética dos dispositivos atuais é bem maior) e eles ganharam recursos que realmente dão jus ao smart.
Porém, um item que existe desde o ano de 1991 e ainda está com força total nos dias de hoje, mesmo depois de tanto tempo, é o chip, que permite ao dispositivo estar conectado às redes móveis de dados e voz, de acordo com o plano contratado pelo proprietário.
Um ponto importante na evolução dos smartphones foi o tamanho: enquanto as telas aumentaram, o tamanho do corpo diminuiu. Para comprovar, basta comparar a espessura de um celular antigo com o que temos hoje no mercado.
Mesmo com a redução dos componentes internos, que é uma consequência do desenvolvimento da tecnologia, o espaço dentro dos smartphones começou a ficar apertado, o que fez com que alguns itens deixassem de estar ali.
As entradas P2, para fones de ouvido, já não aparecem em uma série de modelos da nova geração, o que é um grande motivo de discussão, mas esse era um movimento relativamente esperado, dada a versatilidade das portas USB.
Uma atitude bem menos esperada é a retirada da bandeja para chip, e é justamente isso o proposto pelo eSIM, o que pode se tornar um padrão nos próximos anos.
Na verdade, os chips ainda existem, mas ficam dentro do smartphone (embutidos, significado do “e” do termo eSIM). Além de economizarem um bom espaço, eles não podem ser removidos com facilidade.
Porém, isso imediatamente traz uma dúvida, que diz respeito ao funcionamento do celular sem o uso de um chip físico, o que é perfeitamente possível com o eSIM.
Esse chip pode ser configurado de diferentes maneiras, de acordo com o fabricante do aparelho. Duas das mais comuns são a contratação de planos para celular diretamente pelo smartphone ou a inserção de dados que mantém o plano atual do cliente.
O principal dado é o endereço SM-DP+, padrão estabelecido pela GSMA (Global System for Mobile Communications Association) que traz ao eSIM as informações de uma identidade chamada de IMSI (International Mobile Subscriber Identity), a qual tem as informações fundamentais para funcionamento da linha do aparelho.
Além disso, é preciso digitar o código de ativação e, opcionalmente, o código de confirmação. A partir do momento que todos esses dados são digitados, o cliente já pode usar seu celular normalmente, da mesma forma que fazia com o chip tradicional, mas sem que ele esteja ali fisicamente.
Veja também: Como funciona o chip corporativo?
Pessoa usando aplicativo em celular

Em quais aparelhos é possível encontrar o eSIM?

Essa é uma tecnologia que já vinha sendo discutida desde o ano de 2010, mas que passou a aparecer em um dispositivo no ano de 2017, precisamente em outubro, quando o Apple Watch Series 3 foi lançado. Ela também apareceu, no mesmo ano, na 2ª geração do iPad Pro.
Em outubro de 2017, o Pixel 2, smartphone do Google, foi revelado com suporte ao eSIM. Já em setembro de 2018, a Apple lançou três modelos de smartphone que também tinham suporte à tecnologia: iPhone XS, iPhone XS Max e iPhone XR.
Também em 2018, o Google trouxe o recurso para seus novos smartphones Pixel 3, Pixel 3 XL e, em 2019, ao Pixel 3a e ao Pixel 3a XL. Já nos últimos aparelhos da Apple lançados até então (iPhone 11, iPhone 11 Pro e iPhone 11 Pro Max), o recurso também aparece.
Outros modelos, como o smartphone Nuu Mobile X5 e os relógios inteligentes Galaxy Watch, Huawei Watch 2 Pro, Samsung Gear S3 Classic e S3 Frontier também trazem o recurso.
Por estratégia de mercado, os smartphones citados também trouxeram a possibilidade de usar chips tradicionais, já que a adoção dessa tecnologia ainda não é tão grande.
Com tantas tendências de tecnologia, algumas cativam o público mais facilmente e outras não, e parece que o eSIM está na segunda opção, já que seu uso ainda é bem raro.
De acordo com o diretor de estratégia da operadora Orange S.A., Philippe Lucas, por volta de 2022 devem aparecer os primeiros smartphones que funcionam apenas com eSIM, enquanto o ano de 2030 deve ser o marco em que todos os smartphones já terão suporte ao recurso.
Isso também pode ser explicado pelas operadoras, já que nem todas elas oferecem suporte à tecnologia, não apenas no Brasil mas também em outros lugares do mundo.

O eSIM funciona no Brasil?

No momento, apenas as operadoras Claro e Vivo oferecem o recurso, mas a tendência é de que a adoção cresça com o passar do tempo, dada a praticidade e versatilidade que oferece.
Da mesma forma que a consultoria em telecom também já foi novidade e hoje é fundamental, o mesmo deve acontecer com o eSIM, recurso ainda recente, mas que tende a crescer exponencialmente com o passar do tempo, até chegar aos smartphones que usamos no dia a dia.
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