Tecnologia NFC: mais segurança para operações com celulares?

Recurso é prático para o dia a dia, mas será que é seguro?
Nós vivemos em uma sociedade em que as inovações são constantes e atingem todas as áreas, dos processos produtivos de uma indústria até as atividades cotidianas da população, e o celular com tecnologia NFC é um desses recursos.
O funcionamento é bem interessante e acrescenta uma dose de praticidade com a qual não estávamos tão acostumados anteriormente, mas quem a conhece pode ficar com dúvidas em relação à segurança.
Será que existe alguma proteção ao utilizá-la? Quais são os riscos envolvidos? Será que ela veio para ficar ou será uma novidade que perderá força com o passar do tempo?
Vamos aprender mais sobre o assunto para que seja possível responder a cada uma dessas perguntas e muitas outras. Antes, porém, vale a pena entender exatamente o que ela é e como funciona.

O que é NFC?

É a sigla para Near-field Communication, que em tradução livre, seria algo como comunicação por campo de proximidade. Como o nome elucida, ela permite a troca de informações entre dispositivos fisicamente próximos uns dos outros, a pelo menos 4 cm de distância, sem o uso de fios.
O NFC faz parte da RFID (Radio-frequency Identification Technology, ou tecnologia de identificação por radiofrequência), que permite a conexão de dispositivos compatíveis para fornecer energia e se comunicar com etiquetas eletrônicas não energizadas previamente.
A primeira patente associada à sigla RFID surgiu em 1983, atribuída a Charles Walton, enquanto seu primeiro uso ocorreu no ano de 1997, em brinquedos de Star Wars criados pela Hasbro. Eles permitiam a comunicação de dados quando duas unidades eram posicionadas próximas.
Em dezembro de 2003, o NFC foi aprovado como um padrão ISO (International Organization for Standardization) / IEC (International Electrotechnical Commission) e, posteriormente, como um padrão Ecma (European Computer Manufacturers Association).
A tecnologia NFC é a mesma utilizada nos cartões de transporte público mais modernos, como o Bilhete Único e o BOM (Bilhete Ônibus Metropolitano) em São Paulo e o Riocard Mais no Rio de Janeiro, por exemplo.
Para seu funcionamento, basta pegar o cartão e colocá-lo próximo ao leitor localizado nas catracas do ônibus, mesmo sem precisar encostá-lo literalmente ao equipamento.
Hoje em dia, ter um celular com tecnologia NFC não é algo tão difícil, já que boa parte dos modelos lançados já a oferecem, dado o crescimento que ele apresenta no mercado, mas essa não é uma exclusividade dos aparelhos recentes, pelo contrário.
O primeiro aparelho a apresentar essa tecnologia foi o Nokia 6131, lançado no ano de 2006. O Google Nexus S, por sua vez, foi o primeiro com sistema operacional Android a ter NFC, enquanto o iPhone 6 e o 6 Plus foram os primeiros da Apple a contarem com o recurso.
Além dos smartphones, é importante ressaltar que outros dispositivos também oferecem essa praticidade, como relógios inteligentes, pulseiras inteligentes e alguns cartões de crédito e débito, que podem ser usados tanto da maneira tradicional, com chip, quanto por aproximação.

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Quão forte é o NFC no mercado?

É de se esperar que essa seja uma tecnologia para empresas com adoção cada vez maior, já que seu crescimento é massivo, o que fica claro nas seguintes estatísticas, com suas respectivas fontes:

  • O número de dispositivos móveis com NFC era de 51,6 milhões em 2012, tendo passado para 145,7 milhões em 2013, 277,5 milhões em 2014 e 555,5 milhões em 2015. Estima-se que esse número tenha atingido 1,9 bilhão em 2018, o que representaria um crescimento de 3.696% desde 2012 (Portal Statista).
  • Estima-se que haverá pelo menos 2,2 bilhões de aparelhos com NFC até o ano de 2020 (IHS Markit | Technology).
  • O mercado global de NFC deve apresentar uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de aproximadamente 17,9% entre 2017 e 2025, com seu valor de mercado estimado a atingir US$ 49,5 bilhões até o último ano citado (Research and Markets).

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Mulher realizando pagamento com o celular, aproximando-o da máquina

Ter um celular com tecnologia NFC é sinônimo de segurança

Isso é afirmado por vários especialistas em tecnologia, dadas as características que o NFC apresenta.
A primeira delas vem na própria definição do termo, que é de comunicação por campo de proximidade. Isso significa que qualquer interceptação teria que ser feita por alguém que estivesse realmente próximo a você, pelo menos a 4 centímetros de distância, ou seja, seria facilmente perceptível.
Ainda que haja alguém bem próximo ao seu celular NFC, isso não significa que ele poderá roubar dinheiro de suas contas virtuais ou trocar dados entre os dispositivos, já que o recurso só é ativado quando você quer que eles estejam assim.
Por exemplo, mesmo que você deixe o NFC ativo, é preciso acessar uma carteira virtual e efetuar uma confirmação de segurança (mediante senha, biometria, reconhecimento de íris, desenho ou outras alternativas) para que, então, seja possível prosseguir com o pagamento.
Em outras palavras, os riscos de cibersegurança são maiores por meio da rede Wi-Fi, por exemplo, já que seu alcance é maior e pode ser usado por hackers para acessar informações sensíveis de seu dispositivo, especialmente em redes sem a devida segurança.
Um celular com tecnologia NFC, quando utilizado para o pagamento de suas compras, pode ter algumas implicações em relação à privacidade, como a identificação dos clientes que utilizaram o método para que recebam anúncios geolocalizados e personalizados, embora essa não seja uma regra.
Cabe também ressaltar que hackers podem invadir as etiquetas inteligentes (ou smart tags) e alterar o seu destino, de modo que ao invés de obter maiores informações sobre determinado produto ou serviço, você seja redirecionado a algum site perigoso ou passe a receber mensagens indesejadas.
Porém, essas são possibilidades razoavelmente remotas, além do fato de que todas passam pela proximidade, o que o coloca em uma situação bem mais segura do que em redes móveis que utilizamos todos os dias.
O uso de celular com tecnologia NFC ganha cada vez mais espaço, e a tendência é de que ela se dissemine, de supermercados a lojas de departamento, da identificação de funcionários à consultoria em telecom. Nos resta esperar e conhecer o que ela terá a oferecer nos próximos meses e anos.

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